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quinta-feira, 19 de maio de 2011

A FACE HILÁRIA DA CIDADE

O BRINDE
Na famosa fase áurea do cacau os coronéis (da Guarda Nacional) desfrutavam de enorme prestígio. Nenhum evento importante se realizava sem a presença de alguns deles, que eram convidados especiais. Até mesmo em festas de casamento, noivado, aniversários, qualquer tipo de comemoração pública ou particular, não se dispensava a presença deles.
Numa determinada festa de casamento, sem qualquer consulta prévia, os pais dos nubentes anunciaram que o coronel Brederodes faria um brinde ao novel casal. Ocorre que o aludido coronel era semianalfabeto tendo, consequentemente, enorme dificuldade de falar em público, principalmente de improviso. Entregaram-lhe a taça de champanhe e na hora de falar lá vem a dificuldade. Querendo dizer que a missão que lhe foi confiada era muito árdua e que tentaria superar as dificuldades para desincumbir-se do honroso encargo, começou: “Dura, dura, muito dura. Espinhosa, espinhosa, muito espinhosa.” Queria dizer que a missão era difícil, enquanto esperava que lhe viesse inspiração para formular a mensagem. A inspiração, entretanto, não chegava e ele continuava: “Dura, dura, muito dura. Espinhosa, espinhosa, muito espinhosa.” Ao repetir pela terceira vez o refrão: “Dura, dura, muito dura. Espinhosa, espinhosa muito espinhosa”, foi surpreendido (ele e todos os circunstantes) com a intervenção do irreverente e desbocado Coronel Eustáquio Fialho, (que raramente estava sóbrio), que “berrou” bem alto: “ISTO É PICA DE GATO”.
Desnecessário será dizer que a recepção acabou em confusão e briga.

A SUBLIME ARTE DE DIZER BESTEIRAS

CAUSOS DE GABRIEL
Eleito deputado estadual Gabriel notabilizou-se pela maneira folclórica de apresentar seus discursos, indicações, requerimentos e projetos de lei. Quando ocupava a tribuna os assessores e demais funcionários lotados nos gabinetes dos outros deputados apinhavam-se nos balcões para ouvi-lo. Certa feita ele apresentou um projeto de lei, que considera de grande importância, e pediu aos seus colegas de bancada que o apoiassem. A liderança da oposição negociou com a bancada governista, que se comprometeu a aprovar o projeto de Gabriel, caso aprovássemos a relação de conselheiros (Conselho de Cultura do Estado) remetida pelo Governo do Estado. Firmado o compromisso a oposição votou favoravelmente na relação dos conselheiros do governo, porém o Governador do Estado fechou questão em relação ao projeto de Gabriel, alegando que lhe era prejudicial politicamente. Apenas o líder do governo votou a favor – o líder da época era o deputado Luiz Eduardo Magalhães – que alegou que assumira o compromisso em nome da bancada. Revoltado com a posição assumida pela situação Gabriel foi à Tribuna e baixou “o pau” nos governistas, acusando-os de carneiros do Governador – João Durval Carneiro. Raimundo Sobreira, que era seu grande amigo, quis justificar sua posição alegando tratar-se de questão fechada, do ponto de vista partidário, e solicitou um aparte. Gabriel negou o aparte dizendo: “Não concedo aparte nenhum; V.Excia., é um Judas Carioca”.
De outra feita ele apresentou uma indicação solicitando do governador providências nop sentido de recuperar um trecho de uma rodovia entre duas pequenas cidades onde ele tivera expressiva votação. Como o presidente da Assembléia Legislativa era seu amigo e levou a matéria à votação ele o procurou e perguntou-lhe a razão daquela atitude. O Presidente respondeu-lhe que “era para evitar constrangimentos”. Constrangimento Cuma? Perguntou. O problema é que a indicação estava plena de erros de português e o Presidente quis evitar o desgaste do colega, porém, delicadamente, disse; ”Olha Gabriel ainda que nós deputados votássemos favoravelmente e Governador não teria condições de atender seu pedido”. Como assim? A estrada só tem dezessete quilômetros e o investimento era muito pequeno. O Presidente finalizou: “Não seria possível conseguir o material específico em quantidade suficiente, você pediu para ENCASCARALHAR a estrada”.

terça-feira, 17 de maio de 2011

A SUBLIME ARTE DE DIZER BESTEIRAS

OS IRMÃOS CUMA

Ferdinando e Gabriel Gonçalves notabilizaram-se na região de Gameleira e seu entorno pelo besteirol, principal característica de seu modo de falar. Entre outras coisas perguntavam: “Cuma”? Ao invés de Como?. Daí o apelido do sobrenome.
CAUSOS DE FERDINANDO

Ferdinando construiu uma mansão numa das suas fazendas e, impressionado com a piscina com ondas de Brasília, instalou uma na área de lazer da imponente casa. Querendo dotar a nova construção de decoração adequada convidou o escultor Raimundo Teixeira e o incumbiu de tal mister. Raimundo falou-lhe: “Olha Ferdinando eu sou apenas escultor, portanto poderia apenas responsabilizar-me pela feitura de algumas esculturas, para decorar alguns ambientes da casa. Quanto à decoração propriamente dita, você deverá procurar um especialista, de preferência que lhe conheça bastante; para que possa adequá-la à sua maneira de viver – ao seu estilo. Caso queira contratar algum estranho tenha o cuidado de convidá-lo para passar pelo menos uns quinze dias consigo, para que ele possa perceber seu gosto e seu modo de viver. Só dessa maneira ele poderá decorar sua mansão adequadamente. Não tomando tal cautela corre o risco de a decoração sair ao gosto do decorador e você sentir-se um estranho na sua própria casa. A decoração perfeita é aquela que reflete o gosto, a personalidade e a maneira de viver do dono da casa.
O que eu posso fazer é ajudá-lo na aquisição de algumas obras de arte. Por sinal no próximo dia 16 haverá um leilão de obras de arte em São Paulo e, caso você queira, posso ajudá-lo na aquisição de algumas peças.
Chegando ao local do leilão Raimundo recomendou-lhe muita cautela, pois no meio de peças de valor entrava muita coisa falsificada e alguma bagulhada. Só faça qualquer lance quando eu lhe der um discreto “cutucão”. Iniciado o leilão o leiloeiro começou com um jogo de porcelana chinesa da Dinastia Ming, seguiu-se uma escultura etrusca, vasos da civilização Minóica, tapetes persas, etc. Ferdinando olhava para Raimundo que continuava impassível (não gosta das peças apresentadas). A determinada altura o leiloeiro disse: “Senhoras e senhores, este é o momento culminante deste leilão. Guardamos esta preciosidade para o final. Trata-se de um óleo sobre tela do maior pintor clássico do mundo, nem mesmo Michelangelo Antonioni lhe igualou em talento. Além de pintor destacou-se em escultura, humanidades, de um modo geral, ciências, etc. Virando o quadro para o lado onde estavam Ferdinando e Raimundo disse: Trata-se de um Leonardo da Vinci. Neste momento Raimundo aplicou discreta cutucada em Ferdinando, que se levantou e disse: “Se Leonardo dá vinte Ferdinando dá trinta.”
De outra feita, Ferdinando pediu a Raimundo para acompanhar sua segunda esposa a uma viagem à Europa, enquanto ele ficaria fazendo campanha para deputado federal na região de Gameleira e cidades circunvizinhas como Jacarandá, Juerana, Peroba, Maçaranduba, etc. Numa determinada tarde Raimundo telefonou de Barcelona avisando que estiveram numa exposição de pintura e ele aconselhara sua mulher a adquirir uma obra de arte por preço de ocasião. A compra tinha sido feita por um preço inferior a cinco vezes o valor real – tratava-se de um valioso PICASSO. Ferdinando disse-lhe: “Olha Raimundo, eu não quero ficar por baixo nesta história não. Compre um BUCETAÇO para mim.”
Certo dia fui convidado para uma entrevista numa rádio de Gameleira – ocasião em que disputava uma eleição para deputado estadual e havia um surto de cólera morbus na região. Ferdinando estava concedendo uma entrevista sendo acompanhado por sua Assessora de Comunicação. Declarou: “Precisamos urgentemente resolver o problema desta epidemia. Temos que combater, sem trégua, o EMBRIÃO COLÉRICO. A assessora “soprou” discretamente: Vibrião Colérico. Ferdinando retrucou: Pouco importa se Embrião ou Vibrião, eu quero mesmo é destruir esta praga”.
Ferdinando estava na lanchonete da Câmara dos Deputados, em Brasília, em companhia do seu colega alagoano José Thomaz Nonô, quando pediu um pastel e um copo de leite. Partiu e esmagou o pastel colocando-o dentro do leite. Mexeu, com uma colher, e bebeu o leite misturado com os pedaços de pastel. Nonô, intrigado, perguntou: “Ferdinando, que moda é esta?”. RESPOSTA: “O médico recomendou que só tomasse leite PASTERIZADO”.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A IMPORTÂNCIA DO VOTO

Há poucos dias, quando lia um trabalho do colega Gustavo Kruschewsky, honrado que fui com a distinção escrever o prefácio, deparei-me com as ponderações respeitáveis do autor a respeito do despreparo da maioria dos prefeitos e vereadores para o exercício dos aludidos cargos. Relativamente aos executivos chega a sugerir a obrigatoriedade de curso especial preparatório para o exercício de tão complexo “múnus”. Quanto aos edís, pondera que os eleitores deveriam ser mais responsáveis ao escolhê-los, evitando povoar as casas legislativas com indivíduos inteiramente despreparados, que se limitam (quando muito) a apresentar moções (de pesar e aplausos), indicações, atribuir nomes a logradouros públicos e conferir títulos de cidadão (até mesmo para pessoas merecedoras).
Quanto aos prefeitos entendo que o eleitor deve ter cuidados redobrados quando da escolha, pois se votar num indivíduo desonesto ou despreparado verá sua cidade sofrer, pelo menos, por quatro anos (no caso do despreparado), ou por vinte ou mais anos, no primeiro caso. Tais indivíduos preocupam-se tão somente em superfaturar obras, para guardar recursos para as futuras campanhas (reeleição, de deputado estadual, federal, etc.) pessoais, de parentes ou de apaniguados. Além de produzir tais mazelas favorecem vereadores de seu grupo ou dos que se deixam cooptar com facilidade, corrompem parte da imprensa falada e escrita, empregam parentes, constroem casas ou fornecem materiais para seus protegidos, etc. etc. O pior é que permanecem por muito tempo no poder em razão de tal tipo de conduta. Os que se deixam corromper ou “as moscas do poder” querem vê-los perpetuados, pois desse modo continuam também levando vantagens.
  O despreparado é logo notado, pois imediatamente percebemos sua inaptidão para administrar a coisa pública. Falta-lhe embocadura para lidar com os problemas políticos e administrativos, além de não saber resolver até mesmo as coisas rotineiras.  O lixo acumula-se nas ruas, os buracos se sucedem no sistema viário principal, a iluminação pública apresenta deficiências, etc. etc. Nem mesmo o secretariado é bem escolhido.
O despreparado, entretanto é menos nocivo. Sendo logo identificado, causa apenas malefícios pelo espaço de tempo do seu mandato, quando não é cassado antes. Já o “sagaz” engana por muito tempo e se não houver por parte da população consciente uma campanha sistemática de moralização e de repúdio por tal tipo de atitude ele se perpetua no poder por muito tempo (diretamente ou através de sucessores do mesmo naipe).
No próximo ano teremos eleições municipais. Não custa refletir sobre o tema. Lembre-se bem: Se o seu filho estiver doente você não vai procurar um médico incompetente, procurará se possível, o melhor. O mesmo acontece se você estiver necessitando de um dentista, de um advogado, etc. Sem dúvida procurará sempre um profissional de bom nível.
PERGUNTAMOS AGORA?
Se temos tal cuidado ao escolher um profissional para cuidar dos nossos interesses ou da nossa saúde, porque não agir do mesmo modo, ou até mesmo de modo mais criterioso, se vamos escolher o dirigente máximo de nossa cidade, ou dos que vão legislar por nós ou fiscalizar nosso prefeito?

A IMPORTÂNCIA DO VOTO

DEPUTADOS ESTADUAIS E FEDERAIS
Embora tão importante ou mais quanto o voto para vereador, a grande verdade é que a maioria da população valoriza muito pouco os votos dados para deputado estadual e federal. Pesquisas divulgadas recentemente demonstram que boa parte dos eleitores não se lembra em quem votou na última eleição para representá-los na assembléia legislativa e na câmara federal.
Se tal fenômeno acontece a nível nacional imagine o que não ocorre nos pequenos centros, inclusive na nossa cidade. Além de não se lembrar dos votos dados aos deputados estaduais e federais os nossos eleitores, na sua esmagadora maioria, votam em candidatos de fora – que nada conhecem dos nossos problemas e não têm qualquer compromisso com nossa cidade e mesmo pela região. Ilhéus poderia ter o mínimo de três deputados federais e seis estaduais. Dirão alguns que não teríamos tanta gente capaz entre os nossos conterrâneos. Discordo. Porém ainda que não tivéssemos seria melhor votar num candidato daqui que num outro de fora. Se o daqui for muito ruim ainda assim é melhor votar nele. Sabemos onde ele mora e poderemos cobrar, reclamar e, até, xingar. O de fora, ainda que bom, dificilmente defenderá nossos interesses e acresce a circunstância que não poderemos reclamar de sua atuação, pois nem sequer sabemos onde mora. Se o daqui for ruim pelo menos nos livremos dele por quatro anos.
Não bastasse isso fica muito difícil conseguir colocar emendas ao orçamento, consignando obras importantes para a cidade. Coisas como uma segunda ponte, duplicação da Ilhéus-Itabuna, e outras obras de infra-estrutura (contenção de encostas, aeroporto, etc.), são facilmente conseguidas se temos um bom número de representantes na Câmara Federal. Igualmente, relativamente às obras estaduais. Sem deputados não há quem cobre ou mesmo negocie em nome do município. Presidentes e Governadores precisam aprovar projetos e sem os votos dos deputados não os vêm viabilizados. Aí é que entra a força do representante. É evidente que o deputado de determinada região vai lutar pelas obras da área que representa. Ainda que tenha sido votado em outras cidades, na hora do vamos ver prevalece o interesse  pela cidade ou pela região em que vive ou representa. Ilhéus nunca teve um grande número de representantes nas casas legislativas estadual e federal. No máximo dois. Jorge Viana e Medauar (federais) e Antonio Cruz e José Cândido (estaduais). Normalmente um representante em cada casa legislativa.
Enquanto isto Feira de Santana, Vitória da Conquista, Jequié e outras cidades grandes têm um grande número de representantes. Nestas cidades não se vota em candidatos de fora. O povo tem consciência desse detalhe e os prefeitos só apóiam correligionários da Cidade. Aquí em Ilhéus os próprios prefeitos e em especial alguns deles votam, indicam vereadores para coordenar campanhas de candidatos de fora e outras distorções desse tipo. Aqui mesmo sabemos de prefeitos que estimularam vários candidatos de fora a fazer campanhas para evitar que lideranças novas surgissem e ele ficasse sem concorrentes, perpetuando-se  no cargo, com enorme prejuizo para a população. Enquanto isto ocorria o patrimônio desses alcaides e de seus fieis escudeiros crescia ine3xplicavel e assustadoramente.
PENSE BEM NISTO ANTES DE VOTAR – A RESPONSABILIDADE É SUA, ALIÁS, NOSSA. ESPECIALMENTE DOS FORMADORES DE OPINIÃO.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A FACE HILÁRIA DA CIDADE

O PROEIRO
 Antes da construção da ponte Lomanto Júnior o transporte de passageiros e cargas entre Ilhéus e Pontal era marítimo, realizado através de lanchas, “besouros” e canoas. Por serem mais rápidas, seguras e confortáveis as lanchas tinham a preferência dos passageiros. No Pontal elas ancoravam (“encalhavam”) na praia, em frente ao atual abrigo de ônibus, fronteiro ao Pontal Praia Hotel, exatamente onde antigamente se situava o armazém de Sebastião Fragoso. Em Ilhéus elas paravam em frente  a escadaria de cimento fronteira ao Ilhéus Hotel, próxima a uma velha ponte de madeira (hoje em ruína). As lanchas eram conduzidas por um “Mestre de Arrais” (encarregado de manobrar a embarcação e acionar o motor) auxiliado por um cobrador e o proeiro.
Ao proeiro incumbia auxiliar na “atracação” (encalhe na areia, colocação e retirada da prancha para embarque e desembarque) e desencalhe quando do trajeto. Tanto nas operações de embarque e desembarque o trabalho do proeiro era muito importante. Portando uma vara forte e pesada ele ia tocando o fundo do mar, para diminuir o impacto do fundo da lancha na areia (Pontal) ou na lama (Ilhéus), quando da atracação e empurrando-a, com as mãos e a própria vara, quando do  início das travessias. Por ocasião dos embarques e desembarques além de colocar uma pesada prancha na proa da lancha ainda auxiliava as senhoras e pessoa idosas, conduzindo-as pela mão ou carregando sacolas, malas e embrulhos. Normalmente os proeiros eram fisicamente fortes e atenciosos.
Entre eles o mais conhecido era Atanásio, antigo morador do Pontal, que exercera a atividade de pescador profissional por muitos anos até conseguir o emprego na SULBA.
Atanásio era quase cafuzo ou curiboca (um misto de índio e negro). Tinha a pele mais escura que a o índio, mas não chegava a ser negro e o cabelo não era encaracolado. A estatura era média, porém de compleição física atlética.
O importante a assinalar na “figura” de Atanásio não era o aspecto físico, mas seu comportamento como pessoa; bom filho, trabalhador, atencioso e muito esforçado. Analfabeto até os quarenta anos matriculou-se numa escola pública no turno da noite e sem faltar a uma aula sequer concluiu o curso primário com distinção. Era admirado pelos colegas, professores, amigos e conhecidos que muito o estimavam. Quando da conclusão da quarta série do primário (à época o primário ia até a quarta série e depois cursava-se o ginasial, após submeter-se ao exame de admissão), aconteceu o fato inspirador desta matéria.
Na conclusão do curso, após as provas escritas e já na parte dos exames orais, apareceu no colégio o Inspetor Federal de Ensino, ligado ao Ministério de Educação, para inspecionar o colégio e apresentar o relatório de fim de ano.
O Inspetor de Ensino era uma figura de grande prestígio na área de educação, possuidor de admirável cultura adquirida durante os muitos anos de seminário, até sua ordenação.
Era o professor Oswaldo Ramos que depois de “deixar a batina” dedicou-se por inteiro ao ensino e ocupou cargos muito importantes na área. Em Ilhéus foi Secretário de Educação várias vezes além de fundador e diretor de diversos colégios.
A professora de Atanásio, figura muito conhecida na Cidade, convidou o professor Oswaldo Ramos para assistir a prova oral do excelente aluno, sem esquecer de informá-lo sobre sua origem e esforço para alfabetizar-se e, mais que isso, tornar-se o melhor aluno da sala. O professor Oswaldo escolheu a prova de História para assistir, pois seria nesta matéria que o aluno poderia demonstrar mais sua capacidade.
A professora, então começou o exame fazendo uma série de perguntas, obtendo as respostas do eficiente aluno, sempre de modo fluente: “Quais os primitivos habitantes do Brasil? “Os índios (respondeu)”. “Quais as principais características dos índios?”.   “Eram nômades”, viviam da caça e da coleta de frutas, tubérculos e raízes alimentícias, atribuíam os principais fenômenos da natureza a várias divindades e eram antropófagos”. O professor Oswaldo, impressionado com a desenvoltura de Atanásio pediu permissão à professora  para fazer-lhe algumas perguntas e pediu-lhe: “Explique o que entende por nômade?”. Ao que Atanásio respondeu: “não têm morada fixa, deslocam-se dentro de determinada área geográfica tendo em vista a abundância de alimentos como caça, frutas, etc., mudando-se sempre que tais recursos naturais ficam escassos”. “Eles acreditavam em Deus?”. “Eles acreditavam, em vários Deuses. Eram politeístas, concluiu”. Meus parabéns, a professora contou-me sua história que é digna de ser seguida por muitos e merece ser publicada, para servir de exemplo. Para concluir: “O que é antropófago”? “É o costume que têm determinadas tribos de comer seus semelhantes”, respondeu. Senhor Atanásio, repito meus parabéns de forma entusiasmada e peço-lhe para citar algumas tribos de índios antropófagos. “Desculpe professor, mas no momento não me lembro de tribos que costumam comer os outros, só me lembro dos que dão”. “Como assim, dos que dão; que tribo é esta”? (perguntou o professor Oswaldo). Ao que Atanásio respondeu enfaticamente. “É A TRIBO DOS XIBUNGOS”.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

ESPAÇO VERDE

CULINÁRIA
É provável que algumas pessoas estranhem o fato de a MARAMATA estar ministrando cursos de culinária. Teria a fundação municipal extrapolado suas funções? Estaria inventado o que fazer? Será que não haveria outras coisas mais importantes a realizar do ponto de vista de educação ambiental?
RESPONDEMOS: O Estatuto da instituição estabelece no CAPÍTULO II – Art. 2º, Item III: “divulgar e apoiar a CULINÁRIA litorânea e demais fazeres e saberes relacionados à convivência do homem com o mar e a mata”. Como se pode observar no texto legal, trata-se de atribuição precípua do órgão realizar tal tipo de tarefa; evidentemente sem descurar das demais finalidades.
Pessoalmente entendi e entendo que nos cabe dar ênfase especial a atividades como esta, tendo em vista a grande vocação turística da nossa Cidade. Não se pode imaginar um pólo turístico consolidado sem tradição gastronômica. No particular, com raríssimas exceções, nossas casas de pasto não oferecem boas opções gastronômicas aos nossos visitantes. Nada aquí tem destaque especial. Se vamos a uma barraca de praia, além do caranguejo e da lambreta, nada se destaca. O que vemos é carne do sol frita, com farofa de manteiga, rodelas de cebola, pimentão e tomate, sobre folhas de alface, o mesmo acontecendo quando se trata de peixe – “Guaiuba frita, com os mesmos acompanhamentos”. Afora isto, lá vão os quibes congelados, à guisa de receita da Gabriela. Ora, se formos a qualquer outra região do país lá encontraremos: “Baião de dois”, no Ceará – “Virado à paulista” ou “Azul Marinho” ou, ainda “Cuscuz Paulista”, em São Paulo – “Feijoada” e “Bife com fritas”, no Rio – “Galinha caipira e Porco a pururuca”, em Minas – “Pato no tucupi” ou Maniçoba”, no Pará – “Pirarucu no capote”, caldeirada de tucunaré ou tambaqui, no Amazonas – “Lagosta grelhada”, em Pernambuco “Peixe na telha” em Goiás – “Javali na brasa” e “Pacu assado”, no Mato Grosso, etc. etc. etc. Sururu no leite de coco ou massuní de moqueca, em Alagoas. Barreado no Paraná. Tainha assada ou Boutarga, em Santa Catarina. Moqueca Capixaba, no Espírito Santo. Enfim, em qualquer lugar que formos encontraremos sempre um prato típico, feito no capricho.
Na Bahia deveríamos nos destacar nas moquecas, vatapá, caruru, etc. Ocorre que tais iguarias são feitas de modo errado, com excesso de dendê e com tal ingrediente saturado. O dendê saturado – queimado- transforma-se em um aldeído chamado acroleína, que além de dar mau gosto à comida, tornando-a amarga e gordurosa, trás enormes malefícios à saúde. Causa gastrites, úlceras, distúrbios intestinais e até, em longo prazo, câncer. A acroleína é um terrível agente cancerígeno. Nossa intenção ao ministrar o curso é alertar para este fato, ensinar como corrigi-lo e proporcionar aos proprietários de bares, restaurantes, hotéis, barracas e, até mesmo a diletantes, condições objetivas de elaborar cardápios variados e de boa qualidade. Embora o número de participantes inscritos seja muito grande são raros os proprietários de bares e restaurantes que aderiram, bem como profissionais da área hoteleira. Acho que eles imaginam que sabem tudo e o que oferecem é de excelente qualidade. Daquí desta coluna estaremos ensinando alguns macetes e oferecendo boas receitas – que não se encontram nos cardápios locais nem mesmo de Salvador.
Colocamo-nos à disposição dos interessados para responder às perguntas que nos forem encaminhadas. Na próxima semana estrearemos nosso Blog – O BLOG DO AOlimpio.blogspot.com.
Na próxima sessão estaremos assinalando todos os defeitos da moqueca tradicional e como corrigi-los, além de listarmos as moquecas “na folha de bananeira ou de patioba” e a moqueca tradicional. Hoje vamos listar, pela ordem, os melhores peixes para a moqueca: Cação sucurupoia, também conhecido por cação perú, ou sicurí de galha preta. Raia amarela, ou manteiga, Cherne, Aracanguira, Fumeiro, Peroá, Badejo quadrado, Raia viola etc.
INGREDIENTES ESPECIAIS PARA AS MOQUECAS
Embora facultativos os ingredientes coentro largo (coentrão, coentro da Índia ou Maranhão), Biri-biri e pimenta de cheiro (doce), emprestam sabor e odor especiais às moquecas.
ORIGENS DA MOQUECA
A palavra moqueca deriva da expressão indígena “moquém”, que significa moqueado. Os índios não conheciam o sal nem dispunham de geladeira. Para não perder os alimentos (caças, peixes, etc.) costumavam enrolá-los em folhas de patioba e moqueá-los nas chamas do fogo. Desse modo conseguiam conservar a peça por até uma semana.
Os africanos contribuíram com o óleo de palma (DENDÊ) e com o côco, originário da Índia e usado na sua culinária.
Finalmente, os portugueses contribuíram com alguns temperos, que trouxeram da Índia, de Gôa e doutras colônias, além dos processos de cozimento usados nas caldeiradas, açordas, etc.
Com o passar dos anos as moquecas ganharam personalidade especial, notadamente na Bahia e no Espírito Santo, ode se distinguem pelo uso do azeite de dendê e do urucum (respectivamente).
Temos visto freqüentemente alguns culinaristas apresentarem receitas de moquecas sem dende, leite de coco e urucum. Entendo que tais pratos deveriam ser chamados de peixadas, pois as moquecas são caracterizadas pelo uso obrigatório dos elementos por eles suprimidos.

terça-feira, 19 de abril de 2011

BESTEIRAS DE ESTUDANTES – (A SUBLIME ARTE DE DIZER BESTEIRAS)

Quando estava fazendo o curso científico no Rio de Janeiro, tive um colega na MABE, que se notabilizava pela dificuldade de entender as coisas. Ganhou o apelido de Jânio Quadros, não só por ser exatamente o contrário de eminente homem público, que se notabilizou pelo português escorreito que falava, como também por sua aparência no trajar – era mal amanhado, tinha o cabelo liso e desalinhado, e portava muita caspa. Os colegas diziam que ele era uma legítima “CASPACIDADE”. Certa feita o célebre professor Armando Frazão (grande cientista) perguntou numa prova, qual era um famoso parasito di-hétero-xeno, endêmico da África? Querendo responder que era  o “tripanosoma gambiensis”, transmissor da doença do sono, cujo hospedeiro intermediário era a mosca Tsé-Tsé e o secundário o antílope conhecido por “Pala-Pala”, “Giant Sable” ou “Palanca Negra”, respondeu: “É a mosca Tsé-Tse, que vive na África  e a vítima no Brasil”.  O professor Frazão comentou: “Olha que eu já rodei meio mundo – ensinei em Cambridge, Oxford, nas diversas faculdades de medicina do Rio de Janeiro e de São Paulo, fui seriador do Museu Nacional, Diretor do Jardim Botânico, concluí os estudos sobre o parasito transmissor do tifo hexantemático (Riquetzia Provazequia) e nunca tive a ventura de ouvir uma “coisa tão genial”. Não bastasse esta, saiu-se com outra na aula de química orgânica, cujo mestre era o Dr. Castilho, Diretor da Faculdade Anemaniana de Medicina do Rio de Janeiro. Explicava o mestre que determinado hidrocarboneto era formado por tantas moléculas de hidrogênio e outras tantas de oxigênio. Quando combinadas em determinada proporção formavam aquele elemento químico, com sobra de uma molécula de água. Jânio Quadros perguntou? Professor se dobrarmos a quantidade o que acontece? Castilho respondeu: Teremos o dobro do hidrocarboneto e sobra de duas moléculas d’água. Reinquiriu Jânio: E se for três vezes? Três vezes o hidrocarboneto e três moléculas d’água de sobra. Voltou Janio a inquirir: E se forem quatro vezes? Castilho, irritado respondeu: Meu filho preste a atenção: tanto faz uma vez, duas vezes, três vezes, dez vezes, cem vezes, mil vezes, um milhão de vezes, a proporção será sempre a mesma – MESMO QUE SEJA UM PORRILHÃO DE VEZES, entendeu? Janio respondeu: Entendi não”.
Quando estudava em Salvador, no Colégio Antônio Vieira, tive excelentes professores. Entre eles o Dr. Raul Sá, que ensinava Português e História. Ele gostava muito de valorizar alguns detalhes, aparentemente sem maior importância. Nas provas escritas costumava fazer uma dessas perguntas, valorizando-a e atribuindo-lhe grande nota. Numa prova de História perguntou: Quem foi Coriolano? Quase ninguém lembrava-se daquele personagem. Teria sido um soldado romano que detectou durante a noite a chegada sorrateira de um exército inimigo e acordara seus companheiros, que os rechaçou. Também atribuiam  o alarme aos gansos. O incidente chegou a ser apelidado de “OS GANSOS DO CAPITÓLIO”. O grande problema é que nenhum aluno se lembrava desse fato histórico. Havia na nossa turma um “colored” super rico e elegante chamado Alfredo Loyd George, que rindo disse: “Essa só eu sei” e negava-se a ensinar a resposta aos colegas que lhe dirigiam a pergunta. Com a correção das provas descobriu-se a resposta de Alfredo, que lhe valeu a expulsão do colégio. “CARALHO DO CHAPÉU DE PANO”.
Outro colega de internato, Alderico, era também um tipo foclorico, e terminou por ser expulso pelo fato ora relatado: O padre Muniz era o prefeito da segunda divisão, que correspondia à turma dos médios em idade. Ele, o padre, tinha o costuma de cantar sempre o hino das congregações Marianas, cujo estribilho era  o seguinte: “O averno ruge enfurecido, altar e trono quer destruídos, tu nos protege oh Mãe potente....”. Alderico sofria de prisão de ventre e num determinado dia ficou no sanitário do recreio tentando expelir o quilo, que insistia em não sair. Todos já estavam na banca quando o padre Muniz passou pela porta do sanitário do recreio entoando seu hino preferido. Alderico estava gemendo tentando a “delivrance”, quando o padre entoou: “O averno ruge...” Alderico retrucou: No cú da mãe.
Outro colega de curso, no primeiro ano de direito, da Faculdade de Ciências Jurídicas do Rio de Janeiro pediu-me que lhe socorresse respondendo a uma questão de Direito Romano. “A qual legislador romano atribui-se a autoria das “Leges Imperfectas, Leges Minus Quão Perfectas e Leges Perfectas? Respondi: ULPIANO. O colega grafou na sua prova: o (artigo) piano (instrumento). Sem outros comentários.
Já quando ensinava história no Instituto Municipal Eusínio Lavigne tive o ensejo de deparar-me com respostas estapafúrdias de alguns alunos. Seguem-se: “Falando sobre a excelência da civilização Mesopotâmica, nos diversos períodos de supremacia dos Acádios, dos Caldeus, Sumérios, Babilônicos e Assírios, assinalou o Código de Hamurabi, os Jardins Suspensos da Babilônia e a “Discoteca” de Hamurabi.
Respondendo a pergunta: Quais os primeiros seres humanos que povoaram a terra e qual o tipo de vida por eles desenvolvido? Respondeu: “Os primeiros seres humano que surgiu na terra foram os “erectus”. Depois surgiu outros mais evoluído – os macaco. Os macaco viviam trepando de galho em galho e se alimentando com as frutas das árvores daquela época. Eles levavam uma vida muito rudimentar pois naquele tempo nada existia”.
Outra resposta genial sobre os “Tempos Heróicos da Grécia”: Nos tempos heróicos “Omero” não era muito acreditado por seu povo. Ele escreveu Poema. Roubaram a mulher de Omero e esconderam atrás de um cavalo de pau. “Odisséia teve muitas aventuras na guerra e voltou para a ilha Ilíaco”. Acredito que o aluno em questão decorou um trecho do livro de história de Borges Hermida e estudou para a prova de História Natural, confundindo e misturando tudo. Teria pretendido dizer que havia duvida sobre a autoria das epopéias Ilíada e Odisséia. Homero seria o verdadeiro autor ou uma série de outros autores tê-las-ia escrito e teriam sido reunidas nas duas obras com o pseudônimo de Homero. Após Paris, príncipe troiano, ter raptado Helena, mulher de Menelau, e a levado para Troia, os comandados de Heitor construíram um cavalo de madeira e colocaram à frente do portão de Troia, como se fora um presente (presente de grego). Os troianos recolheram a oferenda e à noite os soldados que estavam escondidos no bojo do cavalo saíram e chacinaram os troianos além de abrir o portão para o exercito grego invadir a cidade. Ulisses, conhecido chamado na Odisseia de Odisseu, participou ativamente da guerra, de volta à ilha de Ítaca combateu os Ciclopes, Sila e Caríbdis, resistiu aos encantos das Nereidas, voltando para os braços de sua esposa Penélope,na ilha de Ítaca, da qual era rei.

A SUBLIME ARTE DE DIZER BESTEIRAS

Ainda para o primeiro livro lembrei-me de uma série interminável de besteiras ditas diariamente na televisão, por políticos, em propagandas diversas de agências de publicidade famosas, por atores, culinaristas, etc. Na verdade não tencionamos ensinar o idioma pátrio a ninguém. Nossa intenção é proporcionar sadio divertimento aos leitores, mencionando o besteirol. Afinal de contas o que mais faz sucesso é este tipo de humor. O humor fino raramente é percebido e tem poucos apreciadores, com raras exceções. Chico Anísio e o falecido Renato Corte Real, por exemplo. O povão gosta muito mais dos “Trapalhões”, “Zorra Total”, “A Praça é Nossa” e no passado das chanchadas protagonizadas por Oscarito, Anquito, Colé, Silva Filho, Grande Otelo, Otelo Zeloni, Valter e Ema Dávila e outros.
Reiterando a afirmação de que não temos a pretensão de ensinar português, salientamos que a televisão, como grande formadora de opinião e divulgação da cultura de um país, não deveria permitir que as agências de publicidade remetessem, para exibição, matérias com os erros grosseiros que pintam a toda hora. Há mais de vinte anos surpreendeu-me uma propaganda do absorvente “Pétala Macia”, apresentada por Marília Pêra que falava: “Este é o melhor absorvente que eu já ESPREMENTEI. Normalmente outras pessoas falam no mesmo veículo “espremente”, “esprementou” e coisas parecidas, que não são as corretas – experimente, experimentei, etc. Também vejo frequentemente políticos, atores famosos, comentaristas etc., dizendo “SUBZIDIO” em lugar de subsidio, que é a forma correta. Um locutor famoso e narrador de importante canal de televisão diz sempre “FLUÍDOS”, “GRATUÍTO” ao invés de fluidos e gratuito. Várias vezes  observei culinaristas dizerem “espere até atingir o ponto de fervor” em lugar de fervura e falar em “quantia” de determinado elemento em lugar de quantidade. Os paulistas costumam dizer o adevogado em lugar de advogado.  Certa feita comentava com o colega Dr. Josevandro Nascimento  um outro absurdo. Constituia-se moda, sobretudo dos colunistas sociais, empregar o superlativo absoluto de forma errada. Ao invés de empregarem o sufixo  “érrimo” empregavam “ézimo”. Por exemplo: “gostozésimo, bonitésimo, chiquézimo”, etc. Ao que o professor respondeu-me: “Esta é uma forma “viadézima ou xibunguézima” de expressão. Bem, vamos parar por aqui. Eu mesmo, quando não presto muita atenção costumo falar errado uma palavra  que 99,99% erra. “Muinto” em lugar do certo – MUITO. Isto também ocorre em relação à palavra RUIM que pronunciam como se tivesse trema “rüim” ou se grafasse “runhe”. Vamos passar ao objeto do livro que é o BESTEIROL, para proporcionar divertimento ao leitor.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

MATÉRIAS ESCRITAS

As matérias escritas no blog poderão ser transcritas em qualquer veículo da imprensa regional, desde que citem a fonte. A autorização formal fica de logo consignada.
Tenciono publicar várias matérias que constarão de futuros livros a serem publicados, com os títulos: A SUBLIME ARTE DE DIZER BESTEIRAS – A FACE HILÁRIA DA CIDADE – O GUAXINIM – POLÍTICA E PESCA – UMA CAMPANHA EXITOSA – CAMPANHAS FRUSTRADAS e outros que estão em fase de “gestação”.
O que me inspirou na eleição dos títulos dos futuros livros foram alguns fatos interessantes como os a seguir relatados